A Origem do Indie Rock #7: Interpol – “Turn on the Bright Lights”

Essa é a história de como a banda americana Interpol superou todas as comparações com Joy Division para se tornar uma das protagonistas do rock alternativo no começo dos anos 2000. Essa é a história do espetacular disco de lançamento “Turn on the Bright Lights”.

Tudo bem, eu entendo. O uso do verbo “superar” pode ter causado uma impressão equivocada aqui. Não estou, de forma alguma, querendo dizer que ser relacionado a Joy Division seja uma coisa ruim. A banda é um clássico dos anos 70 e ter a capacidade de soar como ela aos ouvidos dos críticos com certeza é um elogio. No entanto, muitas bandas que estão começando às vezes são atadas a este tipo de comparação, sendo constantemente vistas como uma rememoração de um fenômeno que já passou, não conseguindo se libertar deste ciclo. Não é o caso do Interpol, por isso podemos falar de superação.

Aliás, comparações realmente não faltaram. Quando “PDA” foi lançado como primeiro single do álbum exatamente quinze anos atrás, em agosto de 2002, não só Joy Division foi lembrado, como também The Cure e The Smiths. Por esta escalação não precisa nem dizer que o som do Interpol traz aquele clima soturno e melancólico através de uma linha de baixo marcante, sem deixar de lado uma guitarra explosiva e potente, que cresce nos momentos certos das músicas, certo?

Já conversamos sobre a banda em si anteriormente em nosso “Recomendo”, por isso hoje focaremos em “Turn on the Bright Lights”. Até mesmo porque é impressionante a maturidade deste álbum para um disco de estreia.

“Turn on…” possui uma coerência invejável entre as canções, assim como uma qualidade de som impressionante. Não sou especialista em questões técnicas, porém fico admirado com a masterização do álbum, gosto de ouvir “Obstacle 1”, por exemplo, prestando atenção em cada instrumento, como a guitarra da introdução abre espaço aos poucos para a entrada da bateria, como o baixo se impõe na hora certa, como a voz do Paul Banks aparece limpa e se integra ao clima da música com naturalidade… É tudo muito bonito e bem feito, um trabalho meticuloso de cada integrante da banda, produtor, engenheiro de som, entre outros, que merecem palmas quando descobrimos que tudo foi feito por um selo independente (Matador Records).

E, obviamente, esta forma de apreciar o álbum pode ser feita com cada música, desde a sufocante entrada com “Untitled”, passando pela agitadíssima “Say Hello to the Angels”, terminando na catártica “Leif Erikson”. O disco todo é primoroso e não foi surpresa no final de 2002 quando apareceu com destaque nas principais listas de melhores do ano. Em fato, por mais que a banda mantenha sempre um alto nível em suas obras (já são cinco belos álbuns em sua coleção), podemos dizer que ela nunca foi tão enaltecida quanto por sua impactante estreia.

Terminamos o post da mesma forma que termina o disco: com a melhor música do indie rock nos anos 2000 (eu sei, eu falo pra isso pra todas):

________________

Leia mais posts como esse em #ORIGENS

Curta a nossa página no Facebook e não perca nenhuma novidade do blog 😉

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s